quarta-feira, 12 de maio de 2010

Reverso da Moeda

chefe 1: que é que se passa contigo? andas muito calada. (chefe insensível mas ainda com alguma percepção do que se passa à volta dele)

chefe 2: o relógio marca 19h, o meu telemóvel toca e do outro lado ouço "ainda tá no trabalho? não??? e a compensação tá feita? só me lembrei agora. viu se o seu colega fez aquilo bem? já sabe como ele é. (chefe insensível sem qualquer percepção da realidade porque se há coisa de que ando cansada é disto)


Não seria + fácil ligar para o colega e perguntar se ele tinha feito as coisas? Porque quando era eu que as fazia ele nunca precisou de me ligar, agora que já sou não eu que as faço, continuo a ser responsável por ver se está bem feito, para mim começa a não dar. O estado de fartura é grande mas uma mudança de atitude agora será sempre fatal porque virá sempre ao de cima a conversa de que "ahhh agora como é efectiva" e não, não tem nada a ver com isso, só quero passar despercebida, ter um dia que ninguém me gaste o nome, até esse dia chegar vou continuar a acreditar que só preciso de férias para voltar a ser o quer era e que não me sinto com forças para ser.

Sei que a culpa é minha porque eu é que os habituei mal, porque sou obstinada, porque quero fazer sempre melhor, porque não gosto de depender de ninguém e quero saber sempre mais, porque desde o fim do estágio me senti pressionada a superar-me mas estou a chegar ao limite e gostava que percebessem isso antes de eu lá chegar.



*cansados de muito caminhar

1 comentário:

  1. Esse teu chefe é óptimo, em vez de fazer o papel dele encontrou em ti uma escrava.

    E ainda por cima está possuído pelo poder da "grande lata" e não tem vergonha nenhuma disso.

    Parvo! Beiju*

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