A minha casa enche-se hoje, 2 anos depois, com os do costume e nova companhia.
O aviso foi que este ano não vamos receber tantas prendas, vão tentar dar-nos o que queremos mas algo que queiramos mesmo, porque também nós precisamos de ter um pouco de controlo.
A árvore, mesmo assim, continua cheia. Sobre o verde natural do pinheiro, laços vermelhos, bolas vermelhas, douradas e transparentes, um anjinho aqui e ali, luzes vermelhas e brancas, sempre com o óptimo bom gosto da mãe.
Sob ela, embrulhos, muitos embrulhos, uns mais pequenos que outros, mas mesmo assim alguns ainda grandes.
Mas, este ano o Natal ficou mais pobre e o mundo também, o nosso mundo, daqueles que te são mais chegados e de nós, que tanto gostamos de ti.
Será pois um Natal bem diferente, mais triste, mais calmo, mais introspectivo, mas talvez, (in)felizmente, maior proximidade, reflexão e saudade.
Continuaremos a acreditar que estás connosco, que olhas por nós e que, onde quer que estejas, terás um Natal como mereces. Cheio de amor, carinho e coisas boas.
Nós, nós continuaremos por cá a lutar por aquilo que tanto gostavas e viveste. Continuamos por cá a tentar viver a vida ao máximo.
E aproveitem, aproveitem ao máximo, o serão com a família.
Se estiverem cansados, façam um esforço; se o dia não tiver corrido bem, esqueçam; se estiverem chateados, façam de conta; se puderem estar, estejam. Mas estejam e aproveitem.
Um Feliz Natal para todos.
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