Parabéns! Tantos, todos do mundo. És das pessoas que me faz ter vontade de parar os relógios, só porque não sei o que será viver sem ti.
Das mil palavras que foram escritas nas minhas fitas, se há palavras que não esqueço são "...se eu tivesse uma filha eu queria que ela fosse como tu. Tu és a filha que nós não tivemos" e foram ditas por ti. Sempre o soube, sempre o senti mas nunca imaginei lê-lo. Quem te conhece sabe do que falo, és rígido, exigente, frio mas, ao mesmo tempo, para mim houve sempre mais um sorriso, mais uma condescendência, mais um mimo.
Quando eu nasci o P. e o O. já eram crescidos e consegui contigo uma proximidade que eles não tiveram a sorte de ter, ou porque tinhas mais disponibilidade (e consequentemente mais paciência) ou simplesmente porque era menina.
Fui sempre aquela que andava contigo para todo e lado e lembro-me de uma vez ter rebentado o pneu de uma bicicleta e ter tido um medo enorme de te contar, só porque achei que me ias deixar de levar para a Consol.
És (insuportavelmente) teimoso, (insuportavelmente) sportinguista mas és aquele que ao mesmo tempo que me aquece as mãos (eu posso ter as mãos em gelo mas mesmo assim deixas-me pô-las no pescoço), aquece-me o coração.
Obrigada por tudo, que é tanto.
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