segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Há coisas que não têm explicação.
Simplesmente não se explicam.
Esta é uma delas.
Não escrevo há muito e sinto falta.
Mas não sei o que escrever.
As ideias misturam-se. As vontades baralham-se.
E a acção fica como que impedida. Deixa de ser natural.
E de coisas forçadas não gosto.
Mas depois vêm aquelas coisas que não se explicam.
E essas, pela lógica, são naturais.
Mas o que tem de natural algo que não se explica?
Algo que não controlamos? Com que não sabemos lidar?
Que por não sabermos, não conseguimos.
E por não conseguirmos deita-nos abaixo.
E é aqui que percebemos que somos muito impotentes.
De tal forma que sofremos, sofremos muito, sem saber o quanto.
E depois, vêm as manifestações.
A força. O olhar. As palavras. Os abraços. Os beijinhos.
Que fazem falta. Muita.
Mas que quando não estão lá, nos deixam coxos.
E depois, depois começa tudo outra vez.
Não percebemos. Não lidamos. Não acreditamos.
E precisamos de tudo novamente.
Até que há um dia, uma altura, um momento, em que tentamos perceber.
Mas não conseguimos.
Queremos muito. Mas não há, mais uma vez, explicação lógica.
É aqui que pensamos que não podemos pensar.
Que não vale a pena pensar.
Que é mais difícil se pensarmos, se quisermos perceber.
Mas já dizia o outro. O Ser Humano é um Ser insatisfeito.
E assim, continuamos a pensar.
E assim, continuamos a sofrer.
E assim, continuamos sem perceber.
Mas assim, vamos fazendo mais, para aprender a lidar com o assunto.

E é aqui que os nossos, sim aqueles, aparecem.
Não que não estivessem, mas agora fazem mais falta.

4 comentários:

  1. Baril, voltar a ver-te a escrever!!! faz-te bem... ah e gosto de fazer parte das tuas xaradas ou charadas...lol agora fiquei na duvida;P

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  2. gostei muito disto. regressaste em bom! btw tu escreves bem*

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  3. e para não perderes a prática, prepara já o post para amnahã! é amanhã!!

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  4. Obrigada.
    Amanhã? Ia postar hoje...

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