Provavelmente não teria chegado aqui, onde cheguei, seja lá isso onde for.
É onde é.
E então? O conhecimento seria maior? As coisas passadas, teriam sido as mesmas? O significado?
Não sei, pendo para o não. Pendo para o foi como tinha de ser.
Mas às vezes não percebo. E isso, faz-me comichões.
Não, não me tira o sono à noite. Mas por vezes faz-me agarrar a almofada com um bocadinho mais de força.
E não gosto. Faz-me bem, mas não gosto.
Não gosto porque quando assim estou é sinal que algo não está igual, algo se passa ou não passa.
E eu não sei o que é.
E é por isso que tenho que agarrar a almofada, porque o som não sai, a cabeça pensa o que não deve e eu desfaço-me um bocadinho.
Porque a cada dia que passa vou percebendo que não sou assim tão forte.
Quer dizer, eu já sei. No fundo tenho a certeza. Mas enquanto a máquina aguenta, o Forte não cai.
E eu, vou continuando de pé.
E, ao pensar nisto, anseio pelo dia em que o Forte não vai aguentar. Vai desmoronar, um bocadinho que seja.
Porque nesse dia, nesse dia, pode ser que tudo se torne mais claro e ganhe um novo significado.
Até lá, vou a pouco e pouco enfraquecendo o Forte. Que, do nada, sem me aperceber e para me contrariar, se vai reconstruindo sempre mais um bocadinho, sozinho.
inspiradíssima! ainda voltas antes de Junho? :p
ResponderEliminarpelo andar da carruagem, sim ;)
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