segunda-feira, 25 de julho de 2011

It could be wrong, could be wrong but it should've been right

(Atenção: este texto não faz sentido nenhum, está mal escrito, foi escrito de uma só vez e tem imensos erros mas tem tudo o que me apetecia gritar).

Desiludo-me com facilidade, diariamente, e a culpa não é dos outros, é minha porque do mesmo modo que sou exigente comigo, sou exigente com os que me rodeiam. Tenho um feitio díficil, às vezes acho que não há ninguém com mais mau feitio que eu. Nunca fui de ter (ou achar que tinha) mil amigos, não, sempre gostei de ter um grupo de amigos pequeno mas bom. Sempre achei que as pessoas me achavam antipática à primeira vista e nunca fui de me "apaixonar" por determinada pessoa por estar com ela uns momentos, mas de quem gosto, gosto. Sempre fui assim, não é de hoje nem de ontem.
Deixei duas amizades pelo caminho (e se eu gostava dessas duas pessoas), não foi um fim, considero que as deixei a meio, e só eu sei o que me custou mas actualmente não me custa. Tento lembrar-me de quando tive a discussão enorme que tive com a S. e não me lembro, não me lembro de uma única palavra de que lhe disse e muito menos do que ouvi (ainda bem que me lembro que estávamos num autocarro 794, caso contrário começava a pensar em alzheimer). Sei que nesse dia ainda trocámos mails com mais um chorrilho de palavras acusatórias e não me lembro do que escrevi nem do que li. Ontem disse a brincar que tinha memória selectiva e se calhar é mesmo isso porque me lembro das inúmeras horas que passámos ao telefone, lembro-me das férias de verão, lembro-me dos presentes, do bolo de chocolate da mãe dela, lembro-me da ida dela à Madeira, da Viagem de Finalistas, lembro-me de lhe contar da minha paixão assolapada pelo R., lembro-me dos amores e desamores dela, lembro-me de lhe contar que ia ser madrinha do R. e lembro-me do nascimento do D. dela, lembro-me tão bem do concerto de The Moffatts como do de Robbie Williams, lembro-me de não ter estudado nada no dia que o avô dela morreu e lembro-me de não ir ao funeral porque tinha teste. Podem achar que trato as coisas com demasiada leveza ou que não gostava assim tanto dela, ou não erámos assim tão amigas, porque ninguém se esqueceria do dia que deixou de falar à melhor amiga, podem, até podem achar que o mundo é quadrado porque só eu sei o que senti, o que custou e o que doeu.
Chamem-me naif, tolinha mas gosto, de facto, de ver o lado bom das coisas e sei que se a S. ou a C. tivessem continuado na minha vida, se calhar pessoas que hoje são tão importantes, não o seriam. O espaço delas não foi preenchido, continua cá com tudo de bom que as nossas relações tiveram, que foi tanto. Não nos chateámos porque elas fossem más pessoas ou me tivessem atraiçoado, não. Chateámo-nos por um acumular de episódios mal resolvidos, porque tínhamos 20 anos, ciúmes, mau feitio e éramos muito amigas (ninguém se chateia da maneira que nós nos chateámos com conhecidos). Não sou ninguém para não dar uma segunda oportunidade a outra pessoa, caramba, eu sou um poço de imperfeições, de falhas. Sei que a morte do S. me fez (re)pensar em muita coisa, percebi que de facto só temos uma vida, temos esta vida e que não devemos deixar nada por fazer, nada por dizer. Não é por isso, que irei a correr para os braços dela(s) mas é (muito) por isso que se elas derem o primeiro passo, não serei eu que irei virar costas. O mundo rebola...


P.s. Cada um reage à sua maneira e esta não se trata de todo da fórmula da maneira certa de (re)agir, trata-se só da minha maneira.

Sem comentários:

Enviar um comentário