Um dia da semana passada, uma colega, de uma posição superior, de outra região, não gostou que lhe mostrasse como as coisas deviam ser feitas. Coitadita. Quando a alertei que se tinha enganado foi, única e exclusivamente, para conseguir dar uma resposta mais rápida ao cliente porque era a mim que ele estava a pressionar para ter uma resposta. Pois que a senhora, do alto da sua sabedoria, ficou toda eriçada por aqui a miúda lhe estar a mostrar como se faz e desatou numa troca de mails ao melhor nível de crianças de 5 anos. Respirei fundo, decidi que não ia descer ao nível dela, e acabei por conseguir dar a resposta que queria ao cliente, que foi o que sempre me interessou.
Situação 2:
Hoje, chego ao trabalho e lá estava um mail do mesmo cliente a dizer que não estava a perceber uma outra situação. Após ter estado a verificar o que se tinha passado, lá verifiquei que mais uma vez a mesma colega estava por trás da confusão. E, sinceramente, não sei o que me deu mais gozo se foi o facto de escrever um mail à colega (como se nada se tivesse passado anteriormente) a mostrar-lhe por A+B que tinha sido ela a responsável pela situação e que o cliente pedia um esclarecimento, se foi o facto de ela não me ter dito nada o dia todo e ter descoberto no nosso sistema interno um pedido, feito por ela, de regularização da situação por "ter sido feito indevidamente". É que enganar todos nos enganamos, todos os dias, agora não admitirmos que errámos e ainda tentarmos fazer que somos muito bons e que os outros é que não sabem o que tão a fazer, tenham dó.
Tenho o ingénuo pensamento que o exemplo deve vir de cima, que se ela é minha superior hierárquica e se trabalhamos para o mesmo, só devemos ter um objectivo comum, ver a situação resolvida, o melhor e mais rápido possível, e deixar a mesquinhez e o orgulho à porta de entrada. Tomara eu que quando me engano me alertassem logo para o engano ser o menor possível mas isso sou eu.
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